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Nossas sugestões para esta semana (25/02/02):
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* EGON SCHIELE
* PAUL GAUGUIN
* A ALMA E A DANÇA - Paul Valéry
* ENQUANTO AGONIZO - William Faulkner
* IBERÊ CAMARGO E MARIO CARNEIRO -            CORRESPONDÊNCIA
* O ATELIÊ DE GIACOMETTI - Jean Genet
* GOYA - Elke Linda Buchholz
* O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA - José Saramago
* PARA CRIANÇAS E PRÉ-ADOLESCENTES








EGON SCHIELE

EGON SCHIELE "O grande número de auto-retratos - cerca de uma centena - não testemunham apenas que, entre seus colegas de uma época histórica, Egon Schiele pode ser considerado como um dos observadores mais assíduos de sua própria pessoa, como incita também a pensar que se trata de um ser que se poderia qualificar como narcisista.
De fato, Schiele era um observador maníaco de sua própria pessoa. Mas para lá desta constatação, convém dizer que Schiele era um pintor, principalmente, um pintor que reproduzia sua própria pessoa e suas poses, de uma maneira essencialmente pictórica, que se 'representava a si mesmo'."

R. Steiner in Egon Schiele 1890-1918 A alma nocturna do artista

egon schiele e seu duplo

"O artista é primeiro que tudo
Um imenso talento espiritual,
Aquele que exprime
Os pontos de vista das
Manifestações naturais pensáveis... Os artistas sentem com facilidade
A grande luz tremula,
O calor
A respiração dos seres
o aparecimento e o desaparecimento... São eleitos
Frutos da terra mãe
Os homens melhores. Comovem-se facilmente e
Falam a sua própria língua.
...Mas o que é o gênio?
A sua linguagem é a dos deuses
E vivem aqui no paraíso.
Este mundo é para si o seu paraíso.
tudo é canto.
E semelhante aos deuses... tudo o que dizem
Não tem qualquer necessidade de o fundamentar,
Dizem-no,
E devem ser assim porque transbordam de talento.
São descobridores. Divinos, dotados
Omniscientes
Seres vivos e humildes
O seu contrário é o prosaísta,
O homem do dia-a-dia."

Schiele




PAUL GAUGUIN

paul gauguin capa "Sou um grande artista e sei que o sou."
Paul Gauguin

Um peregrino entre dois mundos: Paul Gauguin conseguiu, mais do que qualquer outro artista, viver a existência que evocou na sua obra. Ele não queria apenas pintar o primitivismo e a harmonia ingênua de uma vida selvagem e rudimentar, apresentando-os como reverso da medalha da sua própria civilização, que desprezava. Ele queria viver essa outra forma de vida e, através da própria vivência, mostrar que o exotismo do Pacífico Sul era algo mais do que a magia artificial que na altura, na seqüência de várias exposições mundiais e de reportagens jornalísticas, fascinava a Europa. Gauguin é considerado um dos pioneiros do Modernismo, porque ele foi um dos primeiros a dar corpo à ligação entre a arte e a vida, a fantasia e a ordem, que irá dominar o mundo pictórico do século XX.

A sua vida e obra, sua inserção no Círculo dos Impressionistas, seu Ateliê nos trópicos em Taiti e toda magia e expressão de Gauguin:

Walter, Ingo F.,
Gauguin.
Taschen, Köln (Alemanha), 2001.




A ALMA E A DANÇA - Paul Valéry

aalmaeadanca Traduzido agora, pela primeira vez em nossa língua, por Marcelo Coelho - autor, também, de uma esclarecedora apresentação - A Alma e a Dança é um dos trabalhos mais renomados da poética moderna. Entre seus admiradores e ( cada um a seu modo ) seguidores contam-se os poetas Wallace Stevens e Jorge Luiz Borges.

Incluídos ainda neste volume, estão mais dois diálogos: A Árvore, uma de suas últimas reflexões, de 1943; e o breve Colóquio Dentro de um Ser, a versão valeriana do despertar de Proust, mais um brilhante e irônico comentário às paixões do pensamento.
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Um diálogo como A Alma e a Dança requer menos explicação do que ... um leitor, atento e fervoroso, disposto a experimentar a transformação que nos causa saber alguma coisa de nós mesmos, como se por milagre, ou, digamos, por arte.
Wallace Stevens
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Para Valéry, a consciência é uma aventura da intenção; e é, em parte, este sentido de busca deliberada, no cultivo da consciência, que faz dele uma figura central da inteligência literária do Ocidente.
Harold Bloom




ENQUANTO AGONIZO - William Faulkner

enquanto agonizo "De todos os romances americanos do século XX", disse recentemente o grande crítico Harold Bloom, "o que tem o começo mais brilhante é Enquanto agonizo... Severo, simples, digno, sugestivo, o começo do livro pressagia a originalidade do romance que mais surpreende de seu autor..."

O próprio Faulkner parecia intuir essa receptividade futura ao livro, escrito em 1930, ao mencioná-lo sempre com um carinho especial - tanto quanto à linguagem como ao tema.

De fato, é este um dos livros em que ele melhor exibe o domínio de seu inglês tão peculiar, instrumento que usa para alternar, com maestria, o tom e o ritmo da história, esta uma mistura ousada e complexa de horror e comicidade, de atos de heroísmo e loucura, de cenas de paixão e morte.

Tudo manifestado pelos personagens ao longo de passagens patéticas, cada uma com sua voz literária própria, pensando e falando à sua maneira- articulados, fantasiosos, eloqüentes, lacônicos, poéticos, místicos.

Mas que não se engane o leitora ao pensar que o escritor, com uma aparente leveza, apenas queria fazer uma sátira ao inferno familiar, com isto chocando e divertindo ao narrar todas as grotescas peripécias dessa gente branca e pobre do sul dos Estados Unidos.

Romance ambientado no sul dos Estados Unidos, Enquanto agonizo foi um dos livros que rendeu, em 1949, o Prêmio Nobel de Literatura a Wiliam Faulkner. Tendo como tema a odisséia de uma família pelo interior do Mississipi para enterrar sua matriarca, esta obra-prima varia do humor negro ao cúmulo do patético, o que, juntamente com a técnica do fluxo de consciência, a narração indireta e os recorrentes flashbacks, evidencia o estilo brilhante e único de Faulkner.




IBERÊ CAMARGO E MARIO CARNEIRO
CORRESPONDÊNCIA

Ibere e Mario - Correspondencia Este livro publica a correspondência entre duas grandes personalidades artísticas brasileiras: Iberê Camargo e Mario Carneiro. O que os unia: olhar a pintura com a mesma volúpia"( Mario Carneiro).

Escritas entre 1953 e 1969, a maior parte das vezes conectando o Brasil de Iberê à Europa de Mario, as cartas são alinhavadas pelas investigações de ambos por diferentes técnicas de gravura. De Paris Mario mandava "a seu professor" tintas, materiais e as preciosas observações obtidas nos museus ou no ateliê do mestre Friedlaender. Do Brasil, Iberê enviava esclarecimentos, opiniões, experiências e - muitas vezes - dúvidas a seu "amigo fraternal".

O resultado é, além de um vigoroso painel do ambiente artístico brasileiro na fase decisiva dos anos 1950 e 1960, um verdadeiro vade mecum para artistas gravadores. Em sua generosidade, Iberê e Mario expunham de maneira clara e didática técnicas que renomados gravadores escondiam para si.

Esta edição inclui o livreto A gravura, escrito por Iberê a partir de uma série de apostilas. Nele, Iberê franqueia a todos os alunos e interessados o cerne da arte e da técnica da gravura.




O ATELIÊ DE GIACOMETTI - Jean Genet

o atelie de giacometti Entre 1954 e 1958, Jean Genet manteve um convívio intenso com Giacometti, frequentando com assiduidade seu ateliê, onde posou para vários retratos. Como conseqüência dessa amizade e da admiração pela obra um do outro, nasceu o texto deste livro, publicado originalmente em 1957, na revista Lettres Nouvelles.

As fotografias de Ernst Scheidegger aqui reproduzidas foram tiradas, em diferentes ocasiões, entre 1948 e 1959, quase todas no ateliê de Giacometti em Paris. Aparecem pela primeira vez acompanhando o texto de Genet, em 1963, na edição francesa de L'Arbalète.

Nota do Editor




GOYA - Elke Linda Buchholz

Goya 1799-1807

"A nomeação de Goya como primeiro pintor da corte era o coroar de uma subida longa e lenta (...).
Pelos vistos, os Caprichos e a sua crítica social não tinham prejudicado Goya na corte. (...)
A capacidade de Goya para captar os traços individuais das pessoas através da pintura alcança aqui um ponto máximo."
Vida e Obra, apresentação de Elke Linda Buchholz

GOYA, GOYA um dos impressionantes e importantes.
O que dizer?
O livro é apenas um roteiro do seu trabalho com as mais famosas telas e pinceladas biográficas. Naturalmente didático, pertence a série miniguia de arte e tem o poder da síntese. Estudar Goya é um previlégio.
EMattos



Goya interna














O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA - José Saramago

Saramago capa O conto da ilha desconhecida de Saramago é um livro pequeno que traz texto e aquarelas de Arthur Luiz Piza numa sugestão de beleza delicada. Saramago amplia o texto parábola e a Companhia das Letras faz uma edição cuidada e bela.

" E a ilha desconhecida, perguntou o homem do leme, A ilha desconhecida não passa de uma ideia da tua cabeça, os geógrafos do rei foram ver nos mapas e declararam que ilhas por conhecer é coisa que se acabou desde há muito tempo..."

....e textos como este se esparramam no português de Portugal de Saramago. O autor não permite nenhuma forma de tradução.
Como Prêmio Nobel ele impõe o cuidado da linguagem. Temos aqui uma mostra do estilo do maior escritor português publicado no Brasil.

"(...) Estás a rir-te de mim, Nunca me riria de quem me fez sair pela porta das decisões, Desculpa-me, E não tornarei a ´passar por ela, suceda o que suceder." (p.46)


saramago rosto saramago interna



PARA CRIANÇAS E PRÉ-ADOLESCENTES

A Peleja ARTE PARA CRIANÇA ARTE POPULAR é uma coleção especial para crianças que apreciam artes plásticas.
Isto é possível?
Sim, toda a beleza pode ser adivinhada através de um olhar educado para a beleza.
Esta coleção mostra aos pais e as crianças a conjugação de um bom texto e boa pintura. Neste livro a arte popular tem fotos de peças de Mané Galdino, Nhô Caboclo, Antônia Leão entre outros. A coleção prima por esta parceria de grandes escritores, grandes trabalhos das artes plásticas. O texto de Ana Maria Machado que não precisa de apresentação.

StellaLuna STELLALUNA de Janell Cannon é a história de uma Mamãe Morcego que " adorava sua nenenzinha pequena e macia!"

Toda a narrativa mistura as doçuras de ser mãe com preocupações e cuidados. Na leitura sentimos o calor do afeto; acompanhamos o desenvolvimento da criança- morcego que cresce sob os olhos de uma mãe- morcega amorosa.
Na vida real é o que desejamos. A história respira amor.
EMattos


Cabelinhos .... CABELINHOS NUNS LUGARES ENGRAÇADOS de Babette Cole é uma forma muito bem humorada de apresentar as alterações hormonais que ocorrem no corpo do menino e da menina. As ilustrações vão tecendo a história que começa assim:

" - Ursinho, quando é que vou crescer e virar gente grande?
- Ah, isso depende do Sr. e da Sra. Hormônio. Eles é que fazem as pessoas crescerem!"
e a história segue por aí abrindo todas as portas e dando esclarecimentos. Vale ler.