| Livros à venda na Garagem de Arte |
![]() |
Espaço do Livro na Garagem de Arte Aguardamos Sua Visita Veja todos os títulos que temos em estoque |
|
Nossas sugestões para o mês de Dezembro: AS CIDADES INVISÍVEIS - de Italo Calvino
Italo Calvino, grande fabulista italiano. Entre os seus livros, destacaríamos (
na verdade trata-se de uma preferência universal) As Cidades Invisíveis,
selecionado pela galeria para leitura de suas férias. O narrador é Marco Polo,
o ouvinte é o venerável Kublai Khan, e nós também ouvimos as histórias
dessas cidades imaginárias dentro de nós se um dia aprendemos a nos ler.Com apenas uma ou duas páginas cada, os contos seguem o estilo de Borges, ou Kafka, em vez de Tchekhov. As cidades descritas por Marco Polo jamais existiram, e jamais poderiam existir; no entanto, a maioria dos leitores visitariam-nas, se pudessem. As "cidades invisíveis"de Calvino são divididas em onze grupos temáticos intercalados: cidades e memória, desejo, símbolos, olhos, nomes, mortos e céu, além de cidades delgadas, de trocas, contínuas e ocultas. Ainda que tal estrutura seja capaz de nos confundir, de nada adianta simplificá-la, concluindo que todas estas cidades são, na verdade, um único lugar. Uma vez que todas têm nomes de mulher, seria como afirmar que todas as mulheres são, na verdade, uma única mulher,. Nostalgia por ilusões perdidas, amores frustrados, felicidade fugaz - são essas as emoções provocadas por Calvino. Em Isadora, uma das cidades da Memória, "quando um estrangeiro está incerto entre duas mulheres sempre encontra uma terceira"; infelizmente, só se chega a Isadora quando se é idoso. "Deixa-se Tamara sem que esta tenha sido descoberta". O livro é tudo isto e muito mais. Uma resenha completa está no livro Como e por que ler? de Harold Bloom Todas estas dicas e outra mais estão na Garagem de Arte, uma seleção para ser lida, toda, com prazer. Elizabeth Mattos DEMIAN de Hermann Hesse
Não há ninguém no Brasil que desconheça o nome de Herman Hesse. Seu
romance "O lobo da estepe" foi e é, das obras literárias, mais lidas em nosso
país tendo exercido profunda influência sobre as nossas gerações. O prêmio
Nobel da Literatura que foi em 1946 conferido a Hesse consagou essa fama,
essa glória.As obras completas de Hesse poderiam encher uma estante inteira: poesias, romances, novelas, ensaios, manifestos. As tempestades da primeira guerra mundial ajudaram-no a superar o romantismo inato: o romance DEMIAN tornou-se best-seller , o manifesto do expressionismo e de uma mocidade que esperava, depois da grande matança, a revolução religiosa e socialista do mundo. Hesse, embora poeta por vocação, tornou-se grande romancista; e sua própria vida foi um grande romance. Toda a vida de Hesse, até o último dia, foi uma série de fugas. E cada uma dessas fugas foi uma revolta: contra a casa paterna; contra o cristianismo; contra a escola; contra a vida burguesa; contra a guerra e contra o nacionalismo; Hesse sempre foi e sempre ficou um rebelde contra os poderes deste mundo, temporais e espirituais. Sua vida confirma-lhe a vocação de grande poeta, de altiva independência. As estações nesse caminho são as grandes obras de Hesse. Marcam as soluções em que o rebelde encontrou, por momentos, a paz, acreditando viver em harmonia consigo mesmo. Elizabeth Mattos A ALMA DO HOMEM SOB O SOCIALISMO & ESCRITOS DO CÁRCERE de Oscar Wilde
A Alma do Homem sob o Socialismo & Escritos do Cárcere.Mas Wilde é Wilde. O que ele diz? - Não há senão um pecado: a estupidez. A vida imita melhor a arte do que a arte a vida. - Uma obra de arte é o resultado especial de um temperamento único. Mas aí, Wilde assegura que a vida é a cópia, a sugestionada dos grandes artistas, porque principalmente quando escrevia tais coisas, além dos exemplos fartos e sedutores, ele tinha o exemplo da sua vida que era feita segundo a sua obra. Outra das genialidades de Oscar Wilde: - A sociedade esquece frequentemente o criminoso, mas não o sonhador. Wilde, ao entrar na vida, no período mais inquieto da existência humana, adivinhou tudo. Um espírito perverso parece ter-lhe mostrado as tábuas do destino. Ele viu, sorriu, não tremeu, e veio dar ao mundo uma nova e perturbadora forma de compreender. Ler e reler Oscar Wilde é também rever o mundo. Alguém que ousou viver plenamente portanto escrever para Wilde foi também coragem e liberdade embora tenha vivido nos porões das prisões e tenha sofrido o escárneo da sociedade. Elizabeth Mattos RETRATO DO ARTISTA QUANDO JOVEM de James Joyce
RETRATO DO ARTISTA QUANDO JOVEM é mais do que uma obra autobriográfica. Ela é o
relato da trajetória de um homem em busca do pleno conhecimento de si mesmo.É em RETRATO DO ARTISTA QUANDO JOVEM que Joyce inaugura todo o simbolismo que formará o cerne de suas obras posteriores. Com este texto Joyce começa a desenvover a técnica do monólogo interior, que apareceria mais tarde, em toda a sua plenitude, em Ulisses e Finnegans Wake, mas já contém em seu bojo todos os elementos que fizeram da ficção de James Joyce um marco da literatura contemporânea. A difícil passagem da adolescência à maturidade, a busca do sentido da vida e da arte, a emergência do indivíduo frente à sociedade, o caráter aleatório, e quase sempre desconcertante, da vida são as grandes discussões que perpassam toda a obra. " Stephen Dedalus é o meu nome, Irlanda é o meu país. Em Clongowes tenho a minha residência, mas só no céu espero ser feliz." Retrato de um artista quando jovem conta-nos a trajetória de Stephen Dedalus, alter ego de James Joyce. Mas o livro é muito mais que um depoimento pessoal. Ele é o relato de uma busca. A história de um homem tentando compreender a si mesmo e aos outros. Uma análise minuciosa da existência humana, com todos os seus dramas, alegrias, fraquezas e descobertas. Elizabeth Mattos PARA AS CRIANÇAS ... LINÉIA NO JARDIM DE MONET LINÉIA E SEU JARDIM
Linéia esteve em Paris! E ela visitou o jardim do pintor Claude Monet! Ela até pisou na mesma
pontezinha japonesa que Monet pintou com tanta frequência em seus quadros. Em Paris,
Linéia viu muitas das pinturas originais. Agora ela sabe o que significa ser chamado de "
Impressionista", e sabe muito sobre a vida de Monet na casa cor-de-rosa onde ele viveu com
seus oito filhos.O livro é um aprendizado de arte que encanta as crianças e valoriza a curiosidade infantil. Existe a boneca Linéia, existe Monet, existe a casa e o passeio. Existe Paris.
Em Linéia e seu Jardim ela nos mostra do que gosta: gosta de tudo que é verde e tudo que
cresce e floresce - ela é jardineira por vocação. Seu Silvestre, seu velho amigo jardineiro, lhe
ajuda. E tudo que Linéia transmite, com tanto entusiasmo, desperta nos seus
pequenosleitores o desejo de seguir seus passos.Elizabeth Mattos |